Nova indústria da COMIGO em Palmeiras de Goiás 

18 de junho de 2026

Nova indústria da COMIGO em Palmeiras de Goiás 

Com alto investimento, tecnologia de ponta e capacidade inédita de processamento de soja, a nova planta impulsiona a economia regional

 

No coração de Goiás, a COMIGO escreve mais um capítulo histórico em sua trajetória. Em Palmeiras de Goiás, a cooperativa está erguendo uma das maiores e mais modernas indústrias de processamento de soja do Brasil, com investimento superior a R$ 1,3 bilhão. O novo complexo industrial representa um marco estratégico fundamental para os próximos anos da cooperativa, impulsionando a competitividade dos cooperados e redesenhando o mapa socioeconômico e tecnológico da região. 

A magnitude do projeto é visível à distância e salta aos olhos de quem vê. Para sustentar uma operação desta envergadura, a infraestrutura precisava estar à altura: a unidade abrange uma área total de 843 mil m². Atualmente, os trabalhos avançam em um ritmo acelerado, com estruturas imponentes ganhando forma a cada dia.

 

Um salto na escala produtiva

Segundo o Gerente Industrial, Josmar Tadeu, a unidade de Palmeiras de Goiás colocará a COMIGO em um novo patamar de industrialização. “A unidade industrial de Palmeiras terá capacidade para industrializar 6.000 toneladas por dia, acima da capacidade de Rio Verde, que é de 5.500 toneladas. Com este novo empreendimento, a COMIGO passará a industrializar 11.500 toneladas por dia. O novo complexo industrial passará a ser, individualmente, a maior indústria processadora de soja do Brasil”, afirma Josmar. 

A estrutura de armazenagem também está sendo ampliada para acompanhar a grandiosidade da obra. Atualmente, a unidade conta com um armazém com capacidade para 1,5 milhão de sacas de soja, o equivalente a 90 mil toneladas. De acordo com o Diretor Industrial, Paulo Carneiro, o novo armazém é essencial para garantir o abastecimento contínuo da indústria. “O novo armazém será o pulmão da indústria. Com capacidade para 180 mil toneladas, ele será capaz de abastecer a fábrica por 30 dias”, destaca Paulo.  

Com a conclusão do novo armazém, a capacidade estática total passará para 4,5 milhões de sacas, somando 270 mil toneladas de armazenamento. A nova estrutura permitirá uma recepção mais ágil e volumosa da produção dos cooperados durante o pico da safra, além de otimizar o fluxo de suprimento da própria indústria e trazer maior flexibilidade e segurança às operações da cooperativa.

 

Silo Elevado: projeto único no Brasil 

Entre os diferenciais da nova indústria está o projeto do silo elevado, desenvolvido pela equipe de engenharia da COMIGO para atender às necessidades da obra. Ao comentar sobre o projeto, Paulo Carneiro, Diretor Industrial, explica por que a diretoria optou pela construção do silo elevado. “A água do terreno é muito superficial, muito rasa. Então, não havia como fazer escavações ou túneis. Por isso, optamos pelo silo elevado, o primeiro desse nível na indústria de processamento de soja. Como a estrutura é aérea, eliminamos a necessidade de escavações, túneis e espaços confinados”, explica Paulo. 

Com uma capacidade estática de 12 mil toneladas, o silo consegue armazenar o equivalente a dois dias de produção ininterrupta da fábrica. O projeto se destaca como um diferencial tecnológico e arquitetônico, refletindo a expertise da equipe técnica da COMIGO na concepção de soluções inovadoras para uma obra de grande porte. O layout industrial foi desenvolvido de forma integrada entre diretoria, engenharia e equipe de produção, priorizando a otimização dos fluxos operacionais e a redução de interferências ao longo do processo produtivo. 

 

Geração de empregos

De acordo com João Antônio, Gerente de Indústria, o impacto de um investimento dessa magnitude transcende as barreiras físicas da fábrica e se converte em desenvolvimento social. “A operação da unidade demandará um quadro com mais de 300 colaboradores diretos para atuar nas áreas operacionais e administrativas. Estima-se que mais de 700 pessoas sejam impactadas de forma direta e indireta pelo empreendimento, por meio da geração de empregos, da contratação de prestadores de serviços e do fortalecimento do comércio”, comenta João.  

Para João Antônio, participar desse projeto é fazer parte de algo que vai muito além da indústria. “Participar deste grande projeto é algo que marca a vida de qualquer pessoa. Mas o ponto-chave que me deixa com os olhos brilhando dia após dia é poder contribuir positivamente e ver o quão benéfico isso é para a comunidade”, destaca João Antônio.

O gerente ressalta que a chegada da COMIGO sinaliza progresso imediato e transformador. “A empregabilidade é a porta que o trabalhador tem para sustentar sua família, realizar seus sonhos e crescer na vida. Quando a cooperativa chega em um lugar e se instala, ali há progresso, crescimento econômico e desenvolvimento. Daqui a 10 anos, a gente vai conseguir ver uma Palmeiras de Goiás totalmente impactada positivamente pelo que a cooperativa está fazendo agora”, afirma João. 

 

Uma história em construção 

Para o Presidente Executivo, Dourivan Cruvinel, a indústria de Palmeiras representa um marco na trajetória da COMIGO, fortalecendo a capacidade de industrialização da cooperativa e ampliando as oportunidades de desenvolvimento da região. “É um investimento de R$ 1,3 bilhão. Vamos esmagar 6.000 toneladas por dia, e isso praticamente dobra o nosso faturamento. A cooperativa completa 51 anos neste ano, e essa nova indústria veio para marcar mais um passo importante na história da COMIGO, gerando benefícios para os cooperados e para o desenvolvimento do município”, afirma Dourivan. 

Dourivan ressalta que a nova unidade tem papel estratégico para aproximar a produção dos produtores rurais de regiões vizinhas de Palmeiras. Ele avalia que a nova planta vai facilitar a entrega da soja, encurtando distâncias, fortalecendo a logística e gerando renda para diferentes elos da cadeia. “Atualmente, estamos em áreas consolidadas, como Rio Verde, Jataí, Montividiu, Santa Helena, entre outras cidades. A soja que a gente recebe nesses municípios é o que a gente esmaga em Rio Verde. A importância de construir a indústria em Palmeiras é para atender os produtores rurais daquela região. Neste caso, produtores de Paraúna, Indiara, Nova Crixás, Montes Claros, entre outros municípios. Então, o cooperado vai ter essa facilidade de entregar sua soja em um armazém mais próximo da indústria, e isso vai gerar renda, tanto para o cooperado, quanto para o município e, claro, para a COMIGO”, destaca Dourivan. 

Com o avanço das estruturas e a consolidação de cada etapa da obra, a nova indústria da COMIGO reflete um projeto de grande escala, sustentado por tecnologia, planejamento e desenvolvimento. A cada nova fase, a cooperativa reforça sua posição entre as principais referências do agronegócio brasileiro, consolidando uma trajetória marcada por expansão, inovação e protagonismo no setor. 

 

Ferrovia em números 

A nova unidade foi projetada para integrar produção e logística, com uma pera ferroviária que dará suporte ao escoamento da produção de farelo de soja.

Produção de farelo de soja: 

4.300 toneladas por dia

Pera ferroviária: 

3.000 metros de extensão

Capacidade de carregamento:

90 vagões por operação

Capacidade de transporte:

8.200 toneladas

Tempo médio de carregamento:

8 horas

Operação ferroviária: 

1 trem a cada 2 dias

 

Sobre a cidade 

Área territorial: 

1.537,199 km²   

População no último censo:

31.858 pessoas (2022)

PIB per capita:

R$ 65.399,16 

Fonte: IBGE

 

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