Com alto investimento, tecnologia de ponta e capacidade inédita de processamento de soja, a nova planta impulsiona a economia regional
No coração de Goiás, a COMIGO escreve mais um capítulo histórico em sua trajetória. Em Palmeiras de Goiás, a cooperativa está erguendo uma das maiores e mais modernas indústrias de processamento de soja do Brasil, com investimento superior a R$ 1,3 bilhão. O novo complexo industrial representa um marco estratégico fundamental para os próximos anos da cooperativa, impulsionando a competitividade dos cooperados e redesenhando o mapa socioeconômico e tecnológico da região.
A magnitude do projeto é visível à distância e salta aos olhos de quem vê. Para sustentar uma operação desta envergadura, a infraestrutura precisava estar à altura: a unidade abrange uma área total de 843 mil m². Atualmente, os trabalhos avançam em um ritmo acelerado, com estruturas imponentes ganhando forma a cada dia.
Um salto na escala produtiva
Segundo o Gerente Industrial, Josmar Tadeu, a unidade de Palmeiras de Goiás colocará a COMIGO em um novo patamar de industrialização. “A unidade industrial de Palmeiras terá capacidade para industrializar 6.000 toneladas por dia, acima da capacidade de Rio Verde, que é de 5.500 toneladas. Com este novo empreendimento, a COMIGO passará a industrializar 11.500 toneladas por dia. O novo complexo industrial passará a ser, individualmente, a maior indústria processadora de soja do Brasil”, afirma Josmar.
A estrutura de armazenagem também está sendo ampliada para acompanhar a grandiosidade da obra. Atualmente, a unidade conta com um armazém com capacidade para 1,5 milhão de sacas de soja, o equivalente a 90 mil toneladas. De acordo com o Diretor Industrial, Paulo Carneiro, o novo armazém é essencial para garantir o abastecimento contínuo da indústria. “O novo armazém será o pulmão da indústria. Com capacidade para 180 mil toneladas, ele será capaz de abastecer a fábrica por 30 dias”, destaca Paulo.
Com a conclusão do novo armazém, a capacidade estática total passará para 4,5 milhões de sacas, somando 270 mil toneladas de armazenamento. A nova estrutura permitirá uma recepção mais ágil e volumosa da produção dos cooperados durante o pico da safra, além de otimizar o fluxo de suprimento da própria indústria e trazer maior flexibilidade e segurança às operações da cooperativa.
Silo Elevado: projeto único no Brasil
Entre os diferenciais da nova indústria está o projeto do silo elevado, desenvolvido pela equipe de engenharia da COMIGO para atender às necessidades da obra. Ao comentar sobre o projeto, Paulo Carneiro, Diretor Industrial, explica por que a diretoria optou pela construção do silo elevado. “A água do terreno é muito superficial, muito rasa. Então, não havia como fazer escavações ou túneis. Por isso, optamos pelo silo elevado, o primeiro desse nível na indústria de processamento de soja. Como a estrutura é aérea, eliminamos a necessidade de escavações, túneis e espaços confinados”, explica Paulo.
Com uma capacidade estática de 12 mil toneladas, o silo consegue armazenar o equivalente a dois dias de produção ininterrupta da fábrica. O projeto se destaca como um diferencial tecnológico e arquitetônico, refletindo a expertise da equipe técnica da COMIGO na concepção de soluções inovadoras para uma obra de grande porte. O layout industrial foi desenvolvido de forma integrada entre diretoria, engenharia e equipe de produção, priorizando a otimização dos fluxos operacionais e a redução de interferências ao longo do processo produtivo.
Geração de empregos
De acordo com João Antônio, Gerente de Indústria, o impacto de um investimento dessa magnitude transcende as barreiras físicas da fábrica e se converte em desenvolvimento social. “A operação da unidade demandará um quadro com mais de 300 colaboradores diretos para atuar nas áreas operacionais e administrativas. Estima-se que mais de 700 pessoas sejam impactadas de forma direta e indireta pelo empreendimento, por meio da geração de empregos, da contratação de prestadores de serviços e do fortalecimento do comércio”, comenta João.
Para João Antônio, participar desse projeto é fazer parte de algo que vai muito além da indústria. “Participar deste grande projeto é algo que marca a vida de qualquer pessoa. Mas o ponto-chave que me deixa com os olhos brilhando dia após dia é poder contribuir positivamente e ver o quão benéfico isso é para a comunidade”, destaca João Antônio.
O gerente ressalta que a chegada da COMIGO sinaliza progresso imediato e transformador. “A empregabilidade é a porta que o trabalhador tem para sustentar sua família, realizar seus sonhos e crescer na vida. Quando a cooperativa chega em um lugar e se instala, ali há progresso, crescimento econômico e desenvolvimento. Daqui a 10 anos, a gente vai conseguir ver uma Palmeiras de Goiás totalmente impactada positivamente pelo que a cooperativa está fazendo agora”, afirma João.
Uma história em construção
Para o Presidente Executivo, Dourivan Cruvinel, a indústria de Palmeiras representa um marco na trajetória da COMIGO, fortalecendo a capacidade de industrialização da cooperativa e ampliando as oportunidades de desenvolvimento da região. “É um investimento de R$ 1,3 bilhão. Vamos esmagar 6.000 toneladas por dia, e isso praticamente dobra o nosso faturamento. A cooperativa completa 51 anos neste ano, e essa nova indústria veio para marcar mais um passo importante na história da COMIGO, gerando benefícios para os cooperados e para o desenvolvimento do município”, afirma Dourivan.
Dourivan ressalta que a nova unidade tem papel estratégico para aproximar a produção dos produtores rurais de regiões vizinhas de Palmeiras. Ele avalia que a nova planta vai facilitar a entrega da soja, encurtando distâncias, fortalecendo a logística e gerando renda para diferentes elos da cadeia. “Atualmente, estamos em áreas consolidadas, como Rio Verde, Jataí, Montividiu, Santa Helena, entre outras cidades. A soja que a gente recebe nesses municípios é o que a gente esmaga em Rio Verde. A importância de construir a indústria em Palmeiras é para atender os produtores rurais daquela região. Neste caso, produtores de Paraúna, Indiara, Nova Crixás, Montes Claros, entre outros municípios. Então, o cooperado vai ter essa facilidade de entregar sua soja em um armazém mais próximo da indústria, e isso vai gerar renda, tanto para o cooperado, quanto para o município e, claro, para a COMIGO”, destaca Dourivan.
Com o avanço das estruturas e a consolidação de cada etapa da obra, a nova indústria da COMIGO reflete um projeto de grande escala, sustentado por tecnologia, planejamento e desenvolvimento. A cada nova fase, a cooperativa reforça sua posição entre as principais referências do agronegócio brasileiro, consolidando uma trajetória marcada por expansão, inovação e protagonismo no setor.
| Ferrovia em números
A nova unidade foi projetada para integrar produção e logística, com uma pera ferroviária que dará suporte ao escoamento da produção de farelo de soja. Produção de farelo de soja: 4.300 toneladas por dia Pera ferroviária: 3.000 metros de extensão Capacidade de carregamento: 90 vagões por operação Capacidade de transporte: 8.200 toneladas Tempo médio de carregamento: 8 horas Operação ferroviária: 1 trem a cada 2 dias |
| Sobre a cidade
Área territorial: 1.537,199 km² População no último censo: 31.858 pessoas (2022) PIB per capita: R$ 65.399,16 Fonte: IBGE |






