Feno: Estratégia Inteligente para Enfrentar a Sazonalidade das Pastagens no Sudoeste Goiano

20 de agosto de 2025

Feno: Estratégia Inteligente para Enfrentar a Sazonalidade das Pastagens no Sudoeste Goiano

A sazonalidade da produção forrageira é um dos principais desafios para a pecuária de corte e leite no sudoeste goiano. Durante o período chuvoso, há excesso de massa nos pastos, que pode causar acamamento, perda de qualidade e desperdício. Já na estação seca, a escassez de chuvas limita o crescimento das forrageiras, comprometendo o desempenho animal e aumentando os custos com suplementação.

Nesse cenário, o feno se apresenta como uma solução técnica eficaz para conservar o excedente forrageiro produzido na época das águas e utilizá-lo durante a seca, garantindo uma oferta constante de alimento volumoso e nutritivo ao longo do ano.

Produção de Feno com Diversas Forrageiras

Nas regiões atendidas pela Cooperativa, a produção de feno pode ser feita com diferentes espécies forrageiras adaptadas ao clima local, como capim Piatã, BRS Zuri, Mombaça, Tifton 85, entre outras. Também é possível produzir feno a partir de forrageiras já existentes na propriedade, o que torna essa prática acessível sem necessidade de implantar novas culturas.

O sucesso da produção depende do manejo correto do corte, que deve ocorrer no ponto ideal, geralmente entre 30 e 45 dias de rebrota, para assegurar a qualidade nutricional e a boa digestibilidade do material.

Produtividade Média na Produção de Feno com Capim Piatã

O capim Piatã, amplamente cultivado no sudoeste goiano, apresenta produtividade média de matéria seca (MS) para fenação entre 2,5 e 4 toneladas por hectare por corte. Considerando o tamanho do rebanho e a área destinada à fenação, essa produtividade pode ser suficiente para suprir as necessidades alimentares durante o período seco, desde que haja um planejamento adequado da área cultivada e do consumo médio diário dos animais.

Boas Práticas para Produção de Feno de Qualidade

Para obter um feno de alta qualidade, é essencial seguir alguns princípios técnicos:

  • Corte no momento adequado: Forragem jovem possui maior valor nutritivo.
  • Secagem rápida e eficiente: Evita fermentação e perda de nutrientes.
  • Manuseio cuidadoso: Minimiza perdas por quebra das folhas e esfarelamento durante o processo.
  • Armazenamento apropriado: Feno deve ser guardado em local coberto, ventilado e elevado do chão para evitar umidade e deterioração.

Viabilidade Econômica e Uso Estratégico

Produzir feno a partir das forrageiras já presentes na propriedade reduz custos iniciais, tornando essa prática economicamente viável. Com planejamento adequado e uso eficiente da mão de obra e maquinário, o produtor transforma excedentes que seriam desperdiçados em reservas valiosas para o período seco.

Além disso, o feno complementa a dieta animal nos meses de baixa produção forrageira, reduzindo a necessidade de suplementos concentrados e os custos relacionados.

Qualidade Nutricional do Feno

O feno produzido no estágio vegetativo ideal apresenta níveis satisfatórios de proteína bruta, geralmente entre 8% e 12%, e boa digestibilidade. Essas características permitem seu uso em qualquer categoria animal, desde que a suplementação da dieta seja ajustada conforme as necessidades específicas, garantindo o desempenho produtivo de vacas lactantes, bezerras, novilhas e outros animais.

Conclusão

A produção de feno é uma prática técnica acessível e adaptada à realidade das propriedades do sudoeste goiano. Planejar a conservação do excedente forrageiro na época das águas para uso durante a seca é uma estratégia inteligente que aumenta a sustentabilidade da propriedade, reduz custos e assegura alimentação constante aos animais. Consulte o técnico da sua cooperativa e avalie o potencial das suas pastagens para implementar essa estratégia. Produzir feno é preservar produtividade!